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quarta-feira, maio 29, 2024
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Empresa do ABC produz ônibus elétrico com financiamento da Desenvolve SP

Com recursos emprestados pela Desenvolve SP, o trabalho de montagem de três modelos de ônibus elétricos da Eletra Industrial Ltda. já rende frutos. Sediada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a empresa utilizou crédito da agência de fomento do Governo de São Paulo, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), para tirar do papel o projeto do E-Bus.

O crescimento da demanda é explicado pela grande procura dos ônibus sustentáveis da Eletra por parte de governos estaduais e prefeituras. A fabricação está em franco crescimento. No início, em 2018, a capacidade produtiva era de cinco veículos por semana, lembra a diretora comercial da empresa, Iêda Maria Oliveira. “Atualmente, fazemos dois por dia, com previsão de chegarmos a sete por dia até novembro de 2023”, revela a executiva. “Já estamos prevendo dobrar a capacidade produtiva no próximo ano”, emenda Iêda.

A Eletra já vendeu os E-Bus para Salvador, Vitória, Goiânia e Guarujá e negocia com a Prefeitura de São Paulo a comercialização de uma grande frota, assim como busca vender veículos sustentáveis em Curitiba, São Bernardo, Santo André, Suzano, Sorocaba, Campinas e São José dos Campos, entre outras cidades. Pedidos de amostras de ônibus para testes não param de chegar.

Os E-Bus contam com tecnologia de tração elétrica Eletra, carroceria Caio eMillennium e baterias e motores elétricos WEG – todas empresas brasileiras –, além de chassi Mercedes-Benz fabricado em São Bernardo do Campo. A empresa não descarta

Dos três modelos de ônibus desenvolvidos com o financiamento obtido junto à Desenvolve SP, por meio da linha Finep Inovacred, um tem 15 metros de comprimento e é elétrico híbrido (tem baterias e um grupo motor-gerador a diesel ou a biocombustível). Outro, do mesmo tamanho, é totalmente elétrico e o terceiro tem 21,5 metros e opera como trólebus e veículo elétrico a bateria. Também é produzida em São Bernardo a linha de carregadores das baterias dos ônibus.

Eletrificação: caminho sem volta

Novos modelos de veículos (E-Bus e caminhões) estão sendo solicitados. Para atender os clientes, a empresa investe no aperfeiçoamento constante de colaboradores e de processos produtivos, que exigem investimento em inovação e tecnologia. “O mercado de ônibus elétricos está bem aquecido. Quanto maior a demanda, maior a escala de produção e consequentemente há a necessidade de mais componentes, que hoje são feitos sob encomenda. Com a demanda programada, os custos de produção devem baixar. Quanto mais os pedidos crescerem, mais vai aumentar a competitividade da indústria nacional. A eletrificação é um caminho sem volta”, completa Iêda Maria Oliveira.

De acordo com o presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito, ações sustentáveis como a substituição das frotas de ônibus movidos a combustíveis fósseis por veículos elétricos são realidades em todo o mundo. “Projetos como este são fundamentais para que nossas cidades ofereçam a seus moradores boa qualidade de vida, com menos poluição e melhor mobilidade no transporte público. Oferecemos crédito para financiar projetos sustentáveis e de inovação, tanto para empresas públicas como para prefeituras, com condições bastante competitivas. Estamos ajudando a gerar mais empregos e renda no estado, que é a prioridade do nosso trabalho”, finaliza Ricardo.

Sobre a linha Finep Inovacred

Esta linha da Desenvolve SP é um programa da Finep para o financiamento de projetos inovadores para micro, pequenas e médias empresas, visando a introdução de novos produtos, processos, serviços, inovação de marketing ou inovação organizacional, ou ainda o aperfeiçoamento da tecnologia existente. A Finep Inovacred atende empresas com faturamento anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões. O valor de cada financiamento concedido deverá ser igual ou superior a R$ 20 mil, limitado ao valor de R$ 15 milhões. As taxas variam entre TR + 4,236% ao ano e TR + 5,575% ao ano, com prazo para pagar de até 96 meses e carência de até 24 meses.

Podem ser financiados e equipamentos e instrumentos (nacionais e importados), matérias-primas e material de consumo, compra de tecnologia, assistência técnica e serviços de consultoria, obras civis diretamente associadas ao projeto, produção, instalações fabris e comercialização quando associadas a inovações e patenteamento e licenciamento, entre outros itens.

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