A Educação de Jovens e Adultos ganha ainda mais força quando dialoga com qualificação profissional e futuro do trabalho. Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, defende que a EJA profissionalizante não é apenas uma alternativa curricular, mas uma estratégia inteligente para ampliar permanência, fortalecer a base acadêmica e aumentar a empregabilidade.
Neste artigo, você vai entender por que integrar formação básica e qualificação técnica faz sentido, como a tecnologia pode apoiar esse percurso e quais indicadores mostram evolução real na vida do estudante adulto. A proposta é mostrar que propósito e prática caminham juntos quando a escola organiza bem suas trilhas formativas.
Por que qualificação profissional aumenta permanência e motivação?
Um dos maiores desafios da EJA é manter o estudante engajado diante de múltiplas responsabilidades. Quando a formação básica se conecta a uma qualificação profissional concreta, o aluno passa a enxergar resultados mais próximos e aplicáveis ao seu cotidiano. Isso gera motivação, porque o conteúdo deixa de ser abstrato e se transforma em ferramenta de ascensão profissional e melhoria de renda, informa Sergio Bento de Araujo.

Além disso, a qualificação cria metas tangíveis. O estudante entende que concluir a etapa básica abre portas para novas oportunidades. Essa conexão entre estudo e empregabilidade fortalece o compromisso com a permanência. Quando o aluno percebe que cada aula contribui para seu desenvolvimento pessoal e profissional, a evasão tende a diminuir e o engajamento aumenta de forma consistente.
Como a base em português e matemática melhora com contexto prático?
Português e matemática são pilares da formação básica, mas muitos estudantes adultos carregam lacunas nessas áreas. A EJA profissionalizante oferece contexto real para aplicar esses conhecimentos. Cálculos podem ser trabalhados a partir de situações do mercado de trabalho, enquanto leitura e escrita podem ser desenvolvidas por meio de relatórios, comunicações formais e interpretação de manuais técnicos.
Esse contexto prático facilita a compreensão e reduz a sensação de dificuldade abstrata. Sergio Bento de Araujo ressalta que o aprendizado se torna mais eficiente quando o aluno vê utilidade imediata no conteúdo. A contextualização não diminui o rigor acadêmico, ao contrário, amplia a compreensão e a retenção, pois o estudante associa teoria à prática, fortalecendo sua autonomia e confiança.
Quais modelos e parcerias podem estruturar uma trilha profissionalizante?
A estruturação de uma EJA profissionalizante eficaz depende de planejamento e parcerias. Instituições como o setor industrial, empresas locais e organizações formadoras podem colaborar com cursos, oficinas e certificações. Trilhas formativas organizadas por áreas, como tecnologia, serviços e indústria, ajudam o aluno a visualizar um percurso claro de desenvolvimento.
Além das parcerias, a escola precisa definir competências, carga horária e critérios de avaliação. O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, sugere que uma trilha bem estruturada evita improvisos e garante qualidade. Quando há alinhamento entre formação básica e qualificação técnica, o estudante percebe coerência no percurso e tem mais segurança para investir tempo e esforço no estudo.
Como a tecnologia pode apoiar a EJA sem excluir quem tem baixa familiaridade digital?
A tecnologia pode ser aliada da EJA desde que usada com sensibilidade. Sergio Bento de Araujo alude que as plataformas simples, materiais digitais acessíveis e acompanhamento orientado ajudam o estudante a desenvolver letramento digital gradualmente. O objetivo não é exigir domínio imediato, mas criar familiaridade e autonomia aos poucos, sempre com suporte docente.
É importante também oferecer alternativas presenciais e momentos de orientação individual. A inclusão digital começa com acolhimento e clareza. Quando a tecnologia é apresentada como ferramenta de apoio, e não como barreira, o aluno ganha confiança e amplia suas competências para o mercado de trabalho, sem sentir-se excluído pelo avanço tecnológico.
Que indicadores mostram evolução real na aprendizagem e empregabilidade?
Indicadores de sucesso vão além da aprovação. Acompanhamento de frequência, conclusão de etapas, certificações obtidas e inserção ou melhoria no mercado de trabalho são sinais concretos de impacto. Também é relevante observar evolução na leitura, escrita e cálculo aplicado, bem como aumento de autonomia e participação em sala.
Conforme conclui Sergio Bento de Araujo, a EJA profissionalizante precisa medir resultados de forma objetiva e contínua. Questionários de satisfação, acompanhamento de egressos e parcerias com empresas ajudam a avaliar empregabilidade. Quando a escola monitora dados e ajusta sua proposta, ela transforma a EJA em instrumento real de mobilidade social, unindo educação básica, tecnologia e formação profissional de maneira estratégica e sustentável.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
