Alex Nabuco dos Santos elucida que, em 2026, os imóveis corporativos voltaram a ocupar posição central nas estratégias de empresas e investidores, sinalizando um novo ciclo de crescimento do segmento empresarial. Esse movimento não está associado a uma simples retomada pós-ajustes econômicos, mas a uma reorganização profunda da forma como o espaço corporativo é utilizado como ativo estratégico. O aumento de transações, renegociações e novos contratos reflete mudanças estruturais na lógica de ocupação e investimento.
O contexto atual combina juros elevados, adaptação à reforma tributária e maior disciplina financeira. Ainda assim, o segmento corporativo demonstra capacidade de expansão, sustentada por fundamentos como eficiência operacional, previsibilidade de receitas e busca por ativos alinhados às novas demandas das empresas. Em 2026, crescer não significa expandir indiscriminadamente, mas ocupar melhor.
Mudança estrutural no uso do espaço corporativo
A forma como empresas utilizam imóveis corporativos passou por ajustes relevantes nos últimos anos e, em 2026, esses efeitos tornam-se mais claros. Conforme observado no mercado, o espaço físico deixou de ser apenas um custo fixo e passou a integrar decisões relacionadas à produtividade, cultura organizacional e posicionamento da marca.
Alex Nabuco dos Santos comenta que essa mudança favorece imóveis capazes de oferecer flexibilidade, infraestrutura tecnológica e localização funcional. Escritórios bem conectados a eixos de mobilidade, centros logísticos eficientes e galpões adaptáveis às cadeias modernas de suprimento ganham relevância. Esse novo padrão impulsiona a demanda por ativos que atendem às necessidades reais das operações empresariais.
Ademais, a revisão de modelos de trabalho estimulou decisões mais racionais. Empresas passaram a ajustar metragem, negociar contratos com maior rigor e priorizar eficiência, o que contribui para um mercado mais técnico e menos sujeito a excessos.
Capital mais seletivo e busca por previsibilidade
O novo ciclo de crescimento dos imóveis corporativos também está ligado à forma como o capital é alocado em 2026. De acordo com leituras recorrentes do setor, investidores tornaram-se mais seletivos, priorizando ativos com fundamentos sólidos, contratos bem estruturados e perfil de risco controlado.

Alex Nabuco dos Santos aponta que a previsibilidade de fluxo de caixa passou a ser um diferencial decisivo. Imóveis corporativos com inquilinos de qualidade, contratos de médio e longo prazo e boa gestão se destacam em um ambiente de juros elevados. Esse fator explica o aumento da liquidez em determinados ativos, ao mesmo tempo em que pressiona imóveis obsoletos a se reposicionarem.
Esse comportamento do capital contribui para elevar o padrão do segmento. A expansão ocorre de forma concentrada em ativos qualificados, criando um crescimento sustentado por eficiência e não por volume especulativo.
Reforma tributária e reorganização contratual
Outro elemento que ajuda a explicar a expansão do segmento corporativo em 2026 é o processo de adaptação à nova realidade tributária. A incidência do IVA sobre contratos de locação levou empresas e proprietários a revisarem estruturas contratuais, antecipando ajustes e renegociações.
Alex Nabuco dos Santos nota que esse movimento destravou negociações represadas. A necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro estimulou o diálogo entre as partes e aumentou o número de operações. Em vez de paralisar o mercado, a mudança tributária funcionou como catalisador de decisões estratégicas.
Contratos mais claros, com divisão objetiva de responsabilidades, passaram a ser valorizados. Esse ambiente favorece agentes preparados e contribui para um mercado corporativo mais profissional e transparente.
Expansão setorial e novos polos de demanda
O crescimento dos imóveis corporativos em 2026 também é impulsionado por setores específicos da economia. Conforme se observa no mercado, áreas como logística, tecnologia, saúde, serviços empresariais e indústria leve mantêm demanda consistente por espaços adequados às suas operações.
Alex Nabuco dos Santos analisa que a descentralização geográfica das empresas cria novos polos de demanda fora dos centros tradicionais. Regiões com boa infraestrutura, acesso à mão de obra e logística eficiente passam a atrair investimentos, ampliando o mapa do mercado corporativo.
Um crescimento baseado em maturidade de mercado
O ciclo de expansão dos imóveis corporativos em 2026 se diferencia de momentos anteriores por sua base técnica. Não há euforia generalizada nem crédito abundante. O crescimento ocorre a partir de decisões calculadas, alinhadas a fundamentos econômicos e operacionais.
Alex Nabuco dos Santos frisa que compreender essa maturidade é essencial para interpretar corretamente o momento do mercado. A expansão do segmento empresarial reflete eficiência, reposicionamento de ativos e maior qualidade das relações contratuais.
Nesse cenário, os imóveis corporativos se consolidam como peças estratégicas na organização das empresas e na alocação de capital. O novo ciclo de crescimento não é apenas quantitativo, mas qualitativo, sustentado por um mercado mais racional, previsível e orientado por valor real.
Autor: Hahn Scherer
