Richard Lucas da Silva Miranda, empresário e fundador da LT Studios, publisher brasileira de jogos digitais com atuação no mercado de games e tecnologia, aponta que analisar como o mercado de games brasileiro se compara ao de outros países emergentes é o exercício mais revelador para entender nossa posição na cadeia global de valor em 2026. Enquanto nações como Polônia, China e Turquia já consolidaram ecossistemas de exportação bilionários, o Brasil atravessa uma fase de transição acelerada, deixando de ser apenas um “celeiro de talentos” para se tornar um centro de decisões estratégicas e propriedade intelectual original.
A comparação com outros mercados em desenvolvimento revela que, embora tenhamos desafios logísticos e tributários únicos, nossa diversidade criativa e a penetração do mobile nos colocam em uma rota de colisão positiva com as maiores potências tecnológicas do mundo. Continue a leitura para descobrir como o mercado de games brasileiro se compara ao de outros países emergentes e quais lições podemos aprender com os sucessos internacionais para acelerar nossa própria soberania digital.
Quais são as semelhanças e diferenças nos hábitos de consumo?
O Brasil compartilha com países como Índia e Indonésia a liderança absoluta no consumo de jogos em dispositivos móveis, impulsionado pela rápida inclusão digital de grandes massas populacionais. Para Richard Lucas da Silva Miranda, empreendedor do setor de games, a principal semelhança entre esses mercados é a predominância de títulos “free-to-play” com forte apelo social e competitivo.
No entanto, como o mercado de games brasileiro se compara ao de outros países emergentes, mostra que o jogador nacional possui um ticket médio (ARPU) superior ao de muitos vizinhos latino-americanos, demonstrando uma disposição maior para o investimento em microtransações e passes de batalha, o que atrai o olhar atento de publishers globais. Por outro lado, em mercados como a China, o controle estatal e a existência de ecossistemas de pagamento próprios criam uma dinâmica de consumo muito mais fechada e protegida.
Como o suporte governamental brasileiro se compara ao de países como a Polônia?
A Polônia é frequentemente citada como o “caso de sucesso” a ser seguido, em que o apoio estatal massivo transformou a indústria de games no principal produto de exportação tecnológica do país. Segundo Richard Lucas da Silva Miranda, fundador da LT Studios, como o mercado de games brasileiro se compara ao de outros países emergentes revela que ainda estamos em uma fase de construção de políticas públicas de longo prazo. Enquanto os poloneses criaram fundos de investimento direto há mais de uma década, o Brasil começou recentemente a implementar o seu Marco Legal, sinalizando um amadurecimento que busca reduzir a burocracia e oferecer segurança jurídica para investidores estrangeiros que desejam aportar capital em estúdios brasileiros.

O Brasil como hub de exportação criativa para o hemisfério sul
Nossa posição geográfica e cultural nos permite atuar como uma ponte entre o Ocidente e outros mercados emergentes, algo que países da Europa Oriental ou da Ásia Central não conseguem com a mesma facilidade. De acordo com Richard Lucas da Silva Miranda, empreendedor do setor de games, como o mercado de games brasileiro se compara ao de outros países emergentes destaca nossa capacidade de “tropicalizar” conteúdos e criar narrativas que possuem apelo universal.
Essa versatilidade criativa é o que permite aos estúdios brasileiros exportarem jogos que fazem sucesso tanto nos Estados Unidos quanto na Índia, consolidando o país como um exportador de cultura digital de alta complexidade. Como o mercado de games brasileiro se compara ao de outros países emergentes resume a busca por um lugar ao sol na economia do conhecimento.
A posição brasileira no ranking global
A comparação com outros países emergentes mostra que o Brasil trilha um caminho de profissionalização sem volta. Richard Lucas da Silva Miranda, empreendedor do setor de games, resume que analisar como o mercado de games brasileiro se compara ao de outros países emergentes é a prova de que estamos no rumo certo, embora o ritmo precise ser acelerado para não perdermos a janela de oportunidade tecnológica.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
